Demi Lovato cedeu um de seus dias para uma franca entrevista para a Refinery29, onde falou sobre sua carreira, sobre os demônios no qual superou, sobriedade, redes sociais, o caso Kesha, Grammy e muito mais.
Confira abaixo as fotos do ensaio fotográfico e a matéria completa traduzida:
Num despretensioso salão de beleza num shopping no The Valley, Demi Lovato afunda em sua cadeira, se desculpando para a manicure por sua tosse persistente. Ela está rodeada de águas e chás verdes, remédios para a bronquite que a vem atormentando por semanas. Mais tarde nesse dia, um médico irá passar na casa de Lovato, junto com seu namorado de longa data, Wilmer Valderrama, para fazer uma sessão de IV na veia para melhorar seu sistema para uma grande semana de performances. É clichê fazer uma celebridade sem maquiagem, mas a pele de Lovato é uma lembrança de quão jovem essa mulher é – uma mulher com uma querida lembrança de para “ficar forte” (Stay Strong) tatuado nos seus pulsos onde antes ela cortava. Apenas 23 anos, e tantas vidas já vividas.
Aqui está a história que você provavelmente sabe: Lovato vem se apresentando para nós desde que tinha 7 anos, apenas uma menina ansiosa usando óculos na série Barney e seus amigos. Ela passou sua adolescência na Disney, mostrando seu chare nas telas e palcos, enquanto nos bastidores, ela estava vivendo no escuro, uma narrativa de criança-estrela de vício em drogas e um horrível auto-abuso. O fundo do poço veio em 2010, quando, com 18 anos, ela deu um soco em uma dançarina enquanto estava em turnê com os Jonas Brothers. Então ela foi para a reabilitação por seu distúrbio alimentar, auto-mutilação e vício em cocaína – e tudo se transformou em manchetes sensacionalistas que são a pior parte da natureza humana, engolido no Twitter e sites de tabloides. Olhe para essa bagunça.
E agora para a reviravolta: essa descarga de inocência não é toda a história dessa mulher, nem ao que parece, o capítulo mais interessante. Em quatro difíceis anos de sobriedade – e nós estamos falando da moagem, o trabalho sem glamour disso, os companheiros sóbrios e casas para reabilitação, evitar todos os dias os gatilhos – Demi Lovato entrou de cabeça em uma vida comprometida. Nesse último ano sozinha, ela foi para o Capitol Hill para falar de doenças mentais, foi a voz da comunidade LGBT, se reuniu com o Voto Latino e ficou ao lado de Hillary Clinton nas convenções políticas em Iowa. E com o lançamento do seu álbum “Confident” no último outono, ela fez uma decisão consciente de concentrar na música que mostra suas cordas vocais. Em outras palavras, ela está confiante e usando sua voz, o que pode ter sido subestimado todo esse tempo.
No Grammy em fevereiro, Lovato entrou no palco como parte de um tributo ao Lionel Richie. Quando ela começou “Hello” – tão perfeito uma canção como qualquer outra para introduzir a si mesmo para uma audiência – ela disse que foi como se a plateia acordasse e a visse como artista. “Eu lembro que o Lionel estava sentado perto do Bruno Mars e Mark Ronson“, Lovato conta. “Lionel parecia tão feliz, e quando eu atingi a primeira grande nota, Bruno levantou de sua cadeira e colocou o dedo pra cima no ar. E eu fiquei, “Oh, merda, isso está indo bem”. Quando sai do palco, comecei a chorar. Levou muito tempo para eu ir ao Grammy, e finalmente poder cantar isso foi incrível”. Seu agente de longa data Phil McIntyre lhe deu asas, segurando o celular que estava flamejante com tantos parabéns da indústria. “Eu fiz uma campanha para ela ter esse momento”, ele me disse por email, “Porque eu sabia que ela ascenderia para a ocasião e mostraria ao mundo o quão talentosa ela é como cantora. Eu acredito que isso foi uma mudança no jogo para ela na carreira”.
Hoje, vestida com roupa de ginástica e tossindo bastante, Lovato parece calma e presente. Porque ela passou os últimos anos trabalhando tão abertamente contra seus demônios, tem uma facilidade e fluxo livre em nossa conversa que pode ser rara em entrevistas com pessoas famosas, particularmente essas que cresceram com formadores de mídia. “Eu prefiro viver minha vida livre e aberta do que fechada, onde as pessoas não gosta de mim por algo que não sou”, ela diz com naturalidade. Ela parece uma adulta, e quando eu compartilho que também estou sóbrio, ela responde com uma voz de uma apoiadora, patrocinadora.
Em junho, Lovato vai embarcar na Future Now Tour, em 42 cidades, com seu amigo de longa data e antigo colega de Disney, Nick Jonas. (Recentemente, Jonas deu a Lovato o prêmio GLAAD Vanguard, por seu reconhecimento e destemido compromisso com a justiça social. Quando ela subiu ao palco, Lovato, numa forma estridente, saiu do script no seu discurso de aceitação: “Eu sei que vocês todos amam Nick Jonas”, ela disse. “Mas na verdade eu tenho um p*u maior que o dele. E bolas!”) Muito respeito ela tem para voltar para a estrada com a mesma pessoa que testemunhou sua decaída em 2010. O hotel sobre rodas de Lovato é simples: sem licor no frigobar, várias garrafas de água com gás e limão e um umidificador. Ela também não odeia mais seu corpo como costumava, quando ela saia para a farra, mas em momentos de dúvida ou desconforto, ela vai vir a limpo com seus fãs, que vem confiando nela por sua autenticidade. “Ei pessoal, eu estou tendo um dia ruim”, ela diz, parafraseando o tipo de confissão que ela sempre compartilha com a plateia quando está no palco. “Eu estou inchada, estou com cólica. Não me sinto confortável em minha própria pele. Mas essa é minha voz e vocês estão aqui, e obrigada por isso.”
Essa vontade de se comunicar com sua ansiedade e gratidão, linguagem sem remorso é um mundo distante do vale do drama que ela costumava estar. No seu momento mais baixo, Lovato diz que ela não conseguia ficar uma hora sem usar cocaína. Quando seus pais ou equipe tentavam puxar as rédeas, ela as agitava. “Tente me por de castigo – eu pago suas contas”, ela lembra de dizer à eles. “Antes de ficar sóbria, eu era uma dessas pessoas que são tipo foda-se, tanto faz. E eu costumava usar isso como desculpa para fazer o que eu quisesse. Eu era um pesadelo para se trabalhar”. Perguntada a descrever seu comportamento, ela é implacável de sua antiga eu. “Uma vadia, uma buc**a”. Quando sua turnê entrou em colapso ela finalmente se forcou a entrar na reabilitação, ela ficou lá por três meses, em busca de uma pausa de ficar tão irritada e triste.
Após sair, Lovato assumiu seu problema, previamente diagnosticada bipolar com distúrbios alimentares, e que o abuso de substâncias não era o demônio real. Com apenas 18 anos, uma idade onde maioria dos adolescentes ainda estão flertando com o fascínio das experiências, Lovato sofreu alguns tropeços no fim da noite, e ela percebeu que tinha que reinventar seu estilo de vida. “Eu tive que aprender que não podia mais ir a festas”, ela diz. “Algumas pessoas conseguem ir e não se atrair, mas não é o meu caso”. Ela redefiniu seu lugar feliz, o sofá, com calças de elástico e seu cachorro, Batman, se enrolando junto à ela, ou para encontros com Wilmer Valderrama, que vem sendo seu parceiro fiel durante seis anos. E a propósito, ser aberto não significa viver sem barreiras. Para todos os amigos e fãs famintos por notícias de um noivado, ela diz para darem uma folga. “Não é da conta de ninguém a não ser nossa, e quando acontecer, vai acontecer”.
“Eu sei que minha vida parece entediante”, ela diz encolhendo os ombros. “Mas eu venho para um lugar onde prefiro ficar relaxada do que toda vestida para ir a uma festa ou cube com pessoas que não ligam para o meu bem estar”. As escolhas de auto-preservação de Lovato se estendem a todos os aspectos da sua vida. Ela resistiu ao impulso, por exemplo, para ver o documentário ganhador do Oscar, Amy, que conta a vida de Amy Winehouse. “Para ver pó branco em um filme?” ela diz, balançando a cabeça enfatizando um não. “Para ver alguém se jogando nisso? É desencadeante. Se eu sentir 1% de incerteza que eu não estou preparada para assistir, eu não assisto”.
Mas Lovato parece que colocou um alvo em seu próprio peito quando ela aparece e causas no Twitter, tuitando sobre sua repulsa por Donald Trump e o suporte à campanha de Hillary Clinton, ou postando fotos apenas de biquíni em suas curvas que ela aceita sem pedir desculpas, mostrando o quão longe ela chegou em sua batalha com aceitação a seu corpo. “Eu faço isso há muito tempo e literalmente rio com as coisas que as pessoas dizem,” ela diz. “Você não vai concordar com todo mundo e não vai agradar a todos”.
Recentemente, Lovato ajudou sua amiga Kesha durante sua batalha nos tribunais contra o produtor da Sony Records, Dr. Luke, a quem Kesha acusa de estupro (negado por ele). “Eu não sei o que aconteceu e não é da minha conta, para ser sincera”, Lovato diz. “O que era pra eu fazer indiferentemente do que aconteceu, estamos falando de alguém vivendo isso. E, infelizmente, colocam isso como se fosse culpa da vítimas quando falamos de estupro ou abuso sexual. Então quando as pessoas sentem que não podem seguir em frente com isso é porque elas estão despedaçadas.”
Depois de ajudar Kesha e todos os sobreviventes que enfrentaram isso, Lovato também quase arrumou confusão com Taylor Swift. Sem chama-la pelo nome, Lovato usou seu Twitter para comentar a doação de $250,000 que Taylor fez para a defesa de Kesha, sugerindo que este seria um jeito fácil de viver a história neste sentido sem fazer nenhum (real) trabalho. “Pegue alguma coisa para a Capitol Hill ou fale algo sobre alguma coisa e eles ficarão impressionados,” Lovato tuitou. Instantaneamente, a mídia colocou todas as atenções para a possibilidade de uma rixa.
“Fiquei muito passional”, Lovato me contou, ecoando a afirmação que ela fez na entrevista anterior. “Eu não me importo mais tanto com o Twitter, e isso foi o que eu disse, e isso é isso”. Quando eu a questionei sobre o quão importante é conversar sobre o tratamento de vítimas e o quão foram deixados de lado esses pensamentos, Lovato foi pensativa: “Escute, não há nada de positivo que vem de uma mulher contra outra. Existem mulheres que não concordam, e isso é ok. O que eu quero dizer é, não se intitule feminista se você não trabalha nisso. Eu tenho um respeito imenso por mulheres como Lena Dunham ou Beyoncé, que fazem afirmações políticas através de seus trabalhos.O barulho ao redor da campanha #FreeKesha no Twiter – não importa que lado da história – não fará Lovato alcançar um botão de filtro. “Eu não vou parar de dizer algo que eu acredito,” ela disse. “Eu não tenho problemas em defender a mim mesma. Talvez eu tenha adquirido isso por ter crescido no Texas, mas eu nunca tirei nada de ninguém. Agora eu sei o que fazer sem tirar nada das pessoas. Você simplesmente não aborta as coisas com uma mentalidade “foda-se”. O ponto é: esse é o jeito que eu percebo as coisas. Não há nada de errado com as minhas crenças ou sentimentos. Mas vamos concordar para discordar ou apenas discordar.”
O que Lovato acredita agora é em sua voz. Em “Confident“, ela diz que ela estava mirando nos charts e admite que inicialmente perdeu a mira quando os seus dois primeiros singles “Confident” e o lésbico “Cool for the Summer”, não atingiram o número 1. “Eu fui pega de surpresa nisso porque estava trabalhando para essa direção”, ela diz. “Eu fiquei numa fase que eu era do tipo ‘Ah, meu Deus, isso não importa. No final do dia, eu vou estar numa turnê e querer performar minhas músicas no palco que eu posso cantar pra caramba e realmente sentir que eu estou no palco. Então eu tenho muito mais senso de minha música.
Nos últimos diversos meses, Lovato tem cantado em vários lugares sua música mais forte do álbum “Confident“, a balada “Stone Cold“, que ela melhor representa sua direção musical a partir de agora. Ela co-escreveu o som com uma cantora e compositora sueca chamada Laleh Poukarim, que também trabalhou com Adam Lambert. “Normalmente há 10 ou 20 pessoas envolvidas no processo de fazer esses grandes projetos,” conta Pourkarim via e-mail.. “Mas quando Demi e eu estamos juntas, nós criamos qualquer coisa que quisermos sem ter compromisso com ninguém e eu amo isso nela. Ela está no controle de toda sua carreira e isso é muito importante”. Faminta por mais sons satisfatórios como Stone Cold, Lovato gastou muito de sua primavera gravando. “Quando eu estiver em turnê, eu quero ser capaz de performar novas músicas,” ela diz. “Idealmente, eu lançaria um single no próximo mês.”
Lovato sabe que todo esse trabalho duro não garante que as pessoas não a virão mais como uma estrela infantil. E isso é ok para ela. Porque ela mesma a vê mais o que isso. “Eu ainda estou sendo subestimada”, ela diz. “Eu tenho mais coisas para provar – não só sobre as coisas que eu consigo fazer com minha voz. Algumas pessoas pensam que, por eu ser jovem, não posso continuar sóbria. Mas essas são as coisas que eu quero provar a mim mesma.”
Enquanto suas unhas secam (ela escolheu um nude elegante), nós fizemos um rápido bate-papo:
O que você canta no chuveiro?
“Aretha (Franklin), com certeza”.Primeiro crush quando criança?
“Douglas McDonald. Ele estava na quinta série e eu estava no jardim de infância”.Filme que sempre a faz chorar?
“Diário de uma paixão”, sem erro. Mas eu choro com tudo”.Parte ruim da TV?
“Programas de crime como 20/20 ou Forensic Files. Eles me fazem feliz por estar viva”.Celebridade atual que você tem um crush?
“Wilmer (Valderrama)”!O que você quer ser quando crescer?
“Isso é fácil. Eu”.
Nome: Demi Lovato Brasil
Desde: 03 de junho de 2008
URL: demilovato.com.br
Contato: contato@demilovato.com.br
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